PROVA CANCELADA!

PROVA CANCELADA!

A MARATONA AQUÁTICA é uma modalidade que depende de certas condições climáticas para acontecer. Este ano algumas travessias foram canceladas por conta de mau tempo e quando isso acontece não existe alternativa.

A segurança em uma prova no mar exige um grande número de Guarda-vidas e/ou pessoas treinadas, barcos, pranchões e etc.. E depende de uma logística muito complicada para funcionar perfeitamente. Se isso já é difícil de se fazer com um mar de azeite imagine com péssimas condições climáticas. Por isso não é inteligente desafiar o mar. Muitas coisas já aconteceram em travessias que poderiam ser evitadas com medidas simples que visam proteger a integridade dos atletas.

  • Uma travessia pode ter sua distância reduzida ou uma mudança de percurso por conta da temperatura ou de uma previsão de virada da maré.
  • Quando a prova está em andamento os barqueiros podem passar recolhendo os participantes por motivos de temperatura, maré, animais, enfim, qualquer coisa que prejudique a segurança.
  • Pode-se liberar o uso de roupas dependendo da temperatura da água.

HISTÓRIAS DO TREINADOR

Já participei de provas com baixa temperatura da água. Mais da metade dos participantes foram retirados com necessidade de atendimento médico e mesmo se tratando de uma etapa de campeonato Brasileiro as ambulâncias não deram conta e precisaram chamar reforço para atender a todos. Por sorte nada grave aconteceu.

Uma vez vi o mar virar em um horário totalmente fora do previsto nas tábuas de maré e vários competidores se juntarem em uma corrente para conseguir chegar na praia. Nem os barcos conseguiam chegar perto. Foram momentos tensos mas todos chegaram a praia.

Em uma prova em represa houve o cancelamento porque a represa não estava com água suficiente para que os atletas nadassem por todo o percurso, e nesta mesma represa alguns anos antes as últimas largadas da prova foram canceladas pois a chuva impedia a visão das boias pelos atletas e dos participantes pela segurança da prova. Só metade das categorias nadaram.

 

CURIOSIDADE

Muitos grandes eventos já foram cancelados por motivos climáticos. Só para citar algumas no segundo semestre deste ano:

  • 9/12- FUGA DAS ILHAS, em SÃO SEBASTIÃO, devido a mar agitado.
  • 9/12- TRAVESSIA DE TODOS OS SANTOS, em SALVADOR, devido a fortes chuvas.
  • 4/11- TRAVESSIA POLIANA OKIMOTO em SANTOS, devido a ressaca.
  • 6/9- TRAVESSIA DO RIO TOCANTINS, em IMPERATRIZ, devido a aumento do nível do rio.

Quando as condições climáticas não são boas e as provas não são canceladas todos correm risco desnecessário, qualquer acidente com graves consequências pode ser trágico para os envolvidos e uma grande propaganda negativa para a modalidade.

Em 2010 na cidade de FUJAIRAH, Emirados Árabes Unidos, o nadador americano Fran Crippen, medalha de bronze nos 10 km em águas abertas no Mundial de Roma-2009 e campeão do Torneio Pan-Americano Rio-2007, morreu devido a um mau súbito durante a prova. No dia muitos nadadores reclamaram da temperatura da água e externa, mas como a regra da FINA “obrigava” os nadadores a nadar todas as provas para serem premiados, muitos optaram por completar a prova mesmo sem condições. Atualmente não é necessário nadar todas as etapas, o que conta é apenas a pontuação final.

Provas no MAR são totalmente imprevisíveis. E mesmo que esteja TREINANDO NO MAR não devemos abusar da sorte. Por mais frustrante que seja voltar para casa sem nadar ou entrar na fila da medalha de roupa, não existe alternativa contra a natureza. E pela segurança de todos e continuidade da modalidade torcemos para que o mar esteja sempre bom e que os organizadores continuem sendo responsáveis e coerentes com os objetivos destes eventos.

 

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